A Morte dos Artistas
Quantas vezes terei de agitar meus guizos
E ir no teu engodo, ó criatura do que procuro?
Ainda quantos dardos me resta lançar
Para acertar no cerne místico do meu alvo?
Esgotamo-nos em capelas e querelas,
Buscamos sem tréguas o delineamento essência
Antes de contemplar, banhados de felicidade,
A grande Criatura cuja posse infernal tanto desejámos.
Artistas há que nunca conheceram o seu ídolo___
Esses escultores malditos e marcados pela afronta
Martirizam-se sem conceito,
Movidos pela esperança apenas, seu último recurso,
De que a morte, planando como um sol de novidade,
Faça no seu cérebro eclodir
Uma imagem que se aproxime
Baudelaire, A Morte dos Artistas (Trad. M.Gabriela Llansol)
E ir no teu engodo, ó criatura do que procuro?
Ainda quantos dardos me resta lançar
Para acertar no cerne místico do meu alvo?
Esgotamo-nos em capelas e querelas,
Buscamos sem tréguas o delineamento essência
Antes de contemplar, banhados de felicidade,
A grande Criatura cuja posse infernal tanto desejámos.
Artistas há que nunca conheceram o seu ídolo___
Esses escultores malditos e marcados pela afronta
Martirizam-se sem conceito,
Movidos pela esperança apenas, seu último recurso,
De que a morte, planando como um sol de novidade,
Faça no seu cérebro eclodir
Uma imagem que se aproxime
Baudelaire, A Morte dos Artistas (Trad. M.Gabriela Llansol)

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