sábado, julho 01, 2006

Balada I

Daí a nada já atravessa o corredor atrás duma malga fumegante e vai sentar-se numa sala com janelas sobre o Tejo. Fragatas, cacilheiros de vaivém. A labareda gigante da Siderugia lá longe na Outra Banda e ali à mão rolas a arrolhar de papo em beirais pombalinos e gatos narcisos a lamberem-se ao sol.

José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães