sábado, dezembro 23, 2006

domingo, dezembro 17, 2006

Utopia

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

José Afonso

segunda-feira, dezembro 11, 2006

sábado, dezembro 09, 2006

Reggae Sounds

Shock-black bublle-doun-beat bouncing
Rock-wize tumble-doun sound music
Foot-drop, find drum blood story
bass history is a moving
is a hurting black story

Thunda from a bass drum sounding
Lightning from a trumpet and a organ
Bass and rythm and trumpet double-up
Team-up with drums for a deep dound searching

Rhythm of a tropical electrical storm
(cooled doun to the pace of the struggle)
Flame-rhythm of historical yearning
Flame-rhythm of the time of turning
Measuring the time for bombs and for burning

Slow drop, make stop, move forward
Dig doun to the root of pain
Shape it into violence for the people
They will know what to do, they will do it

Linton Kwesi Johnson

sexta-feira, dezembro 08, 2006

terça-feira, dezembro 05, 2006

Nha cretcheu, meu amor,
o nosso encontro vai tornar a nossa vida mais bonita por mais trinta anos. Pela minha parte, volto mais novo e cheio de força. Eu gostava de te oferecer 100 000 cigarros, uma dúzia de vestidos daqueles mais modernos, um automóvel, uma casinha de lava que tu tanto querias, um ramalhete de flores de quatro tostões. Mas antes de todas as coisas bebe uma garrafa de vinho do bom, e pensa em mim. Aqui o trabalho nunca pára. Agora somos mais de cem. Anteontem, no meu aniversário foi altura de um longo pensamento para ti. A carta que te levaram chegou bem? Não tive resposta tua. Fico à espera. Todos os dias, todos os minutos, todos os dias, aprendo umas palavras novas, bonitas, só para nós dois mesmo assim à nossa medida, como um pijama de seda fina. Não queres? Só te posso chegar uma carta por mês. Ainda sempre nada da tua mão. Fica para a próxima. Às vezes tenho medo de construír estas paredes eu com a picareta e o cimento e tu, com o teu silêncio. Uma vala tão funda que te empurra para um longo esquecimento. Até dói cá dentro ver estas coisas más que não queria ver. O teu cabelo tão lindo cai-me das mãos como erva seca às vezes perco as forças e julgo que vou esquecer-me.
Ventura